2.4.08

/ Lido na revista semanal online Animalia

 

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©Caribbean Conservation Corporation / www.cccturtle.org

 

 

Embora seja uma espécie protegida encontra-se ameaçada por inúmeras actividades humanas: pela ingestão acidental de plástico, por ser apanhada em redes de pesca, por ver os seus locais de reprodução destruídos e por ser caçada ilegalmente para aproveitamento sua carne, bem como pela destruição intencional de ovos. Um declínio global de 78% em 14 anos levou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a incluir a espécie na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas com o estatuto de “Criticamente Ameaçada”.

As fêmeas regressam sistematicamente à mesma praia, a cada dois ou três anos, para por os ovos. O que fazem e por onde andam entretanto permanece um mistério. Por vezes é possível observá-las no Atlântico norte. Algumas chegam mesmo a ser avistadas ao largo do Canadá, na sua busca pelo alimento preferido: medusas.
As tartarugas de couro adultas estão adaptadas a águas mais frias do que as outras tartarugas, por isso a sua distribuição é mais ampla e estão presentes tanto nos mares tropicais como nos subpolares, no Mediterrâneo e nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico.
Os principais dados para avaliação das populações têm sido recolhidos nas áreas de nidificação. A taxa de reprodução tem caído mais de 80% na maioria das populações do Pacífico. Noutras regiões a situação não é tão preocupante e tem-se mesmo registado algum crescimento nessa taxa. Ainda assim, em termos globais, a diminuição do número de fêmeas situa-se nos 70% no espaço de uma geração.

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Foto: DanielEvans ©Caribbean Conservation Corporation / www.cccturtle.org

Numa petição recente, assinada por duzentos cientistas que pedem às autoridades norte-americanas a criação de uma área de protecção para estes animais ao largo da Califórnia, faz-se notar que a população reprodutora do Pacífico caiu de 91 mil indivíduos em 1980 para apenas 5 mil em 2002.
No Atlântico as áreas de nidificação mais importantes estão situadas na Guiana Francesa.

A Tartaruga Sem Carapaça

A tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) é a maior de todas as tartarugas marinhas, atingindo 150 a 170 cm de comprimento e pesando até 500 kg. A carapaça é única – em vez de placas duras, é coberta por uma camada contínua de pele fina e possui uma série de sulcos longitudinais (7 na região dorsal e 5 na face ventral). Outras características distintivas desta espécie são a ausência de unhas, as suas grandes barbatanas e o reduzido esqueleto. Os adultos são negros e possuem muitas vezes manchas brancas. Os machos são distinguidos das fêmeas principalmente pela sua cauda mais longa. As fêmeas, para além da cauda menor, possuem uma mancha cor-de-rosa no cimo da cabeça.

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Foto: DanielEvans ©Caribbean Conservation Corporation / www.cccturtle.org

Estas tartarugas apenas se aproximam da costa durante as épocas de reprodução. Alimentam-se principalmente de medusas e descem frequentemente a águas profundas, estando fisiologicamente bem adaptadas a esse mergulho. Ao contrário da maior parte das tartarugas marinhas, que nidificam durante a Primavera e Verão, a tartaruga de couro normalmente nidifica no Outono e Inverno, emergindo em grandes grupos nos locais de desova, formando "arribadas". As praias de desova caracterizam-se pela ausência de recifes e pelos declives acentuados. Tem um ciclo de nidificação de 2 a 3 anos. As fêmeas geralmente fazem 4 a 5 posturas em cada estação reprodutiva com intervalos de 10 dias. A incubação varia entre 50 e 78 dias e está relacionada com a temperatura e a humidade do local.

Análise alimentar revela populações distintas no Atlântico Norte

As principais praias de nidificação no Atlântico localizam-se no Caribe e na costa Atlântica da América do Sul, havendo algumas praias de desova solitárias espalhadas ao longo da costa oeste Africana.
Em Portugal existem vários registos de tartarugas de couro adultas, a maior parte delas capturadas acidentalmente em redes.

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Recolha de sangue de uma grande fêmea, durante a postura

As praias da Guiana Francesa (a norte do Brasil) são um importante local de reprodução para estas tartarugas. Mas não se sabe se este país é uma simples paragem a caminho do norte.
Investigadores franceses e belgas juntaram-se para responder à questão e estudaram as taxas de isótopos de carbono e azoto presentes nos ovos e no sangue das tartarugas, já que esses elementos químicos permitem avaliar qual foi a dieta alimentar dos animais nos dias anteriores.
O trabalho foi difícil, mas os resultados estão finalmente publicados (no PLoS ONE www.plosone.org/doi/pone.0001845) e mostram claramente que as tartarugas que desovaram na Guiana Francesa pertencem a dois grupos distintos: um que se alimentou mais a norte, outro que o fez mais a sul, ao largo de África e da Península Ibérica.

A definição de duas áreas de alimentação precisa de ser confirmada, mas os resultados deste estudo permitem já perceber a importância deste tipo de trabalho – se as tartarugas se alimentam preferencialmente em determinadas zonas, perturbações importantes como a pesca excessiva, tráfego marítimo ou poluição podem ter consequências desastrosas.

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