17.9.06

João Carvalho, 30 anos, funcionário dos Correios de Portugal (CTT) há 12 anos e a trabalhar no Centro de Distribuição Postal de Odivelas, foi atacado por uma cobra na semana passada. O réptil cravou-lhe os dentes no dedo mindinho da mão direita.


O insólito ataque aconteceu na Rua Heróis de Chaimite, quando João Carvalho separava cartas e encomendas por moradas, deixando os colegas em alvoroço. “As pessoas ficaram assustadas, com muito receio de que houvesse mais cobras por ali”, adiantou ao CM fonte próxima da vítima.

Com a confusão instalada em pleno centro de distribuição postal, um dos empregados pegou num pau que ditou o fim da cobra. O réptil foi descrito pelos funcionários como sendo “dourado e esverdeado”. As suas cores estavam distribuídas por cerca de “metro e meio de comprimento”. Já sem vida, o animal foi colocado no contentor do lixo mais próximo.

PARA O LIXO

“Nunca o deviam ter feito porque, com aquela atitude, já não há forma de saber como a cobra era exactamente, nem qual a sua origem”, sentenciou a mesma fonte.

João Loureiro, do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), descreveu ao CM quais os procedimentos habituais que devem ser efectuados nestes casos: “Quando são localizadas cobras fora do seu ambiente natural, devemos ser imediatamente contactados”, alerta o especialista.

O funcionário dos Correios ficou com a mão inchada e dormente, por isso, uma equipa médica de emergência do INEM foi chamada ao local. João Carvalho foi conduzido ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, foi-lhe receitado antibiótico e recomendado que, caso a mão atacada ganhasse uma tonalidade negra ou uma sensação de formigueiro, deveria entrar imediatamente nas urgências. Não foi necessário porque, afinal, tudo não passou de um grande susto, felizmente sem consequências.

“Nem todas as cobras têm a capacidade de inocular veneno nos seres humanos, na medida em que, apesar de todas elas serem venenosas, a maior parte possui o veneno nos dentes traseiros, que não alcançam as pessoas”, diz João Loureiro. E acrescenta: “Em todo o caso, alguém que seja mordido deve receber assistência hospitalar.”

Contactado pelo CM, o Gabinete de Imprensa dos CTT garante que o funcionário está bem e que os serviços estão a averiguar a origem da cobra: “Pode ter explicações várias – pode ter vindo numa encomenda ou outra coisa qualquer, ainda não sabemos exactamente o que aconteceu.”

Fonte hospitalar revelou ao CM que João Carvalho se encontra bem e que a mão normalizou. Sobre o facto de a cobra ter ou não inoculado veneno ao carteiro, persiste a dúvida: “Não sabemos exactamente as consequências, à partida pensamos que não, uma vez que a mão recuperou rapidamente o seu aspecto normal e o paciente encontra-se recuperado.”

Exactamente um dia depois do insólito incidente, João Carvalho retomou funções e voltou à sua actividade normal no centro de distribuição de Odivelas.

O ICN recebe habitualmente queixas sobre a utilização indevida de cobras, acto que é punível por lei: “A nossa legislação não permite que uma pessoa tenha cobras em casa mas agora parece que está na moda ter estes animais, em vez de cães ou gatos. Ainda há uns tempos, recebemos uma queixa da vizinha de um senhor que tinha cinco cobras no quintal, e ela tinha medo”, diz João Loureiro. Nestes casos, o procedimento habitual é o ICN ir ao local da denúncia e recolher os animais.

FALTAM EXPLICAÇÕES

Não existem ainda muitas explicações para o misterioso aparecimento de uma cobra com cerca de metro e meio de comprimento no Centro de Distribuição Postal de Odivelas. Não existem muitas explicações além daquilo que foi inicialmente descrito pelos funcionários que assistiram à cena. Ao certo, ninguém sabe explicar como e por que é que o réptil foi parar às instalações dos correios, numa área de acesso exclusivo a funcionários.

Segundo João Loureiro, especialista do ICN, “as cobras são animais que gostam particularmente de lugares quentes e escuros”, um factor que pode justificar a sua presença dentro de uma das caixas de distribuição. “É aí que elas residem”, argumenta. O facto de o funcionário ter remexido o local onde o animal se encontrava pode justificar a mordidela que João sofreu. “Se mexerem nelas, podem atacar”, realça João Loureiro.

ALGUMAS NOTAS E CURIOSIDADES SOBRE OS RÉPTEIS

Existem em Portugal 12 espécies de cobras. São todas venenosas, mas a maior parte não consegue libertar o líquido fatal quando morde. Podem chegar aos sete metros de comprimento. As pequenas são as mais perigosas, atingindo, no máximo, 50 centímetros. Vivem, sobretudo, no mato e gostam de locais escuros e quentes. Atacam quando são incomodadas.

LOCALIZAÇÃO

As cobras vivem sobretudo em zonas de mato, locais onde se abrigam com maior facilidade. A Víbora de Seoane, por exemplo, habita na zona do Gerês.

VÍBORAS

Existem dois tipos de víboras em Portugal. Têm a cabeça em forma de triângulo e o nariz arrebitado. São pequenas, com 50 centímetros, no máximo.

MORDIDELAS

O veneno das víboras é muito perigoso para crianças, idosos e pessoas sensíveis a choques anafiláticos (que reagem, por exemplo, a picadas).

DIMENSÃO

As espécies portuguesas podem chegar aos sete metros. A maior cobra descoberta até hoje no mundo – na Indonésia, em 2004 – media 14 metros.

VENENO

Todas as cobras são venenosas. No entanto, a maior parte inocula o veneno através dos dentes traseiros, o que evita a mordidela fatal.

MITO

As cobras têm medo dos seres humanos. Reagem (mordem ou atacam) quando lhes tocam, quando não estão no seu habitat ou quando têm fome.

CONSELHOS

Este tipo de animais gosta de locais escuros e quentes, pelo que nunca se deve pôr a mão desprotegida em buracos. É aconselhável usar luvas em passeios.

/ Fonte: Correio da Manhã

 

 

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link do postPor *, às 16:39 

De Joaquim Fonseca a 12 de Fevereiro de 2008 às 18:18
Nunca vi tanto disparate junto. Só espero que as afirmações atribuídas ao Dr João Loureiro não sejam de facto dele.

Alguns dos disparates:
- Todas as cobras são venenosas
- A nossa legislação não permite que uma pessoa tenha cobras em casa
- As espécies portuguesas podem chegar aos 7 metros
- A maior cobra descoberta media 14 metros

De Anónimo a 21 de Junho de 2009 às 20:48
e possivel porque ja vi uma de 5 metros

 
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