4.7.06

/ por Ricardo Garcia

Empresa diz que a finalidade não é essa, mas deputados pedem explicações ao Governo. A empresa diz que se trata apenas de um erro de tradução. Mas o texto deixou algumas pessoas de cabelo em pé. Num catálogo de produtos para a caça,vendidos em Portugal, aparece um exemplar em plástico de bufo real - uma enorme coruja, que atinge até meio metro de altura e 1,8 metros de envergadura - com a indicação explícita: "Indispensável para a caça ao bufo-real."

Ocorre que caçar esta espécie, assim como qualquer ave de rapina, é proibido em Portugal. O exemplar de plástico é uma de várias imitações perfeitas de aves vendidas pela empresa Kettner, que comercializa produtos de caça. O catálogo inclui sobretudo patos, em várias posições realistas, que servem justamente para atrair mais animais do mesmo género, que podem ser caçados legalmente, sem problemas.

 

 

No passado, exemplares empalhados de bufo-real eram utilizados por caçadores para atrair outras aves de rapina. Dessa forma, matavam-se águias e falcões, que competem com os caçadores pelas mesmas presas. Hoje, todas as rapinas, incluindo o bufo-real, estão protegidas pela legislação nacional e europeia e não podem ser abatidas.

 

Ainda assim, o catálogo da Kettner anuncia um bufo-real em plástico, por 21 euros, "para eliminar os animais indesejáveis". O outro, em "plástico vibrante" (45 euros), serviria para a caça da própria espécie. "O texto está mal traduzido", justifica Artur Guerra, representante da Kettner. Os bufos em plástico, diz Guerra, são utilizados sobretudo em marinas, barcos ou até residências perto do mar, mas com outra finalidade. "A maioria utiliza-os para afastar outros animais, sobretudo gaivotas", acrescenta.

 

Bubo bubo UK: Eagle Owl DE: Uhu FR: Grand-duc d'Europe ES: B?eal CZ: v?k?Stor Hornugle DU: Oehoe FI: Huuhkaja PL: Puchacz IT: Gufo reale  NO: Hubro SE: Berguv TR: puhu EE: Kassikakk HU: uhu SK: v?ln?bufo-rea

 

Artur Guerra não acredita que a venda daqueles produtos possa estimular a caça de espécies protegidas. "Em princípio, toda a gente sabe que é proibido caçar o bufo-real", diz. Mas o catálogo deixou preocupados os deputados Luís Carloto Marques (MPT, eleito nas listas do PSD) e José Manuel Ribeiro (PSD). Ambos enviaram segunda-feira um requerimento aos ministros da Agricultura, do Ambiente e da Administração Interna, perguntando se o Governo conhece a situação e se pretende tomar alguma atitude. Em anexo ao requerimento seguiu uma cópia do catálogo.

 

"Aquilo tem fins claramente cinegéticos", afirma Luís Marques, que teme que os produtos estimulem o abate de aves de rapina. O receio não é infundado. Em 2001 e 2002, pelo menos 135 aves de rapina feridas a tiro deram entrada em centros de recuperação, em vários pontos do país, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza. E no ano passado, no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, da associação Quercus, 14 por cento de todas as aves tratadas tinham sido feridas a tiro ou envenenadas durante a época de caça.

/imagens retiradas da Internet

 

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