21.3.06
No final de tarde de domingo, um carro-escada da EDP chamou a atenção da população da Murtosa. João Guilherme, uma das muitas testemunhas do acontecimento, achou estranho. “Não só por ser domingo, mas porque dois dos senhores vinham com fatos brancos e máscaras. Pensei logo que era alguma coisa com a gripe das aves.”

   Desta vez, porém, a gripe estava inocente. “Não pode ser, as cegonhas já estão em Portugal há mais de dois meses e não houve ainda qualquer indício de problema”, refere uma fonte da Quercus, contactada pelo CM.

Que não era a famosa gripe, João Guilherme também percebeu depressa. Enquanto ele e outros olhavam, um jovem pegou na máquina fotográfica e registou o momento.“Elevaram a escada, com os dois de branco, em frente a um poste com ninho. Enxotaram as aves e começaram a destruí-lo com varas, até que estava todo no chão.”

Quem se atreveu a perguntar afinal o que estavam a fazer, recebeu por resposta que a acção estava autorizada pelo Instituto de Conservação da Natureza (ICN) e que aqueles ninhos eram os responsáveis pelos últimos cortes de energia no concelho.

O CM contactou Vítor Encarnação, um dos responsáveis do ICN, e ficou a saber que “a EDP não fez qualquer pedido, nem lhe foi dada autorização”. Admite por isso que o Instituto levante um auto à empresa pública, que terminará com a aplicação de uma multa.

Segundo explica, “tudo isto obedece a regras rigorosas, a um plano previamente estabelecido e que só pode ser levado o cabo, na pior das hipóteses, até 15 de Janeiro, antes da chegada das aves”.

Vítor Encarnação mostra-se preocupado com este caso da Murtosa, “que adquiriu impacto público”, mas lança uma acusação mais grave, revelando que na última semana ocorreram casos semelhantes em Setúbal e em Coruche, também protagonizados pela EDP.

VAGUEIAM SEM CASA

Não se sabe ao certo quantos, mas pelo menos dois casais de cegonhas da Murtosa perderam a sua casa e vagueiam agora à procura de outro local para nidificar. “Isso poderá demorar entre três e quatro dias, se os casais não tiverem já iniciado a postura dos ovos”, adianta o responsável do ICN. “Nesse caso, o atentado será ainda mais grave.”O CM tentou todo o dia de ontem falar com o Gabinete de Comunicação da EDP, mas ninguém atendeu telefones fixos ou o telemóvel. (porque será?)

Em Murtosa, a população está indignada, porque se habituou às aves e nem a questão dos cortes de energia os faz mudar de ideias.“As cegonhas têm as costas largas”, atira a moradora Maria da Conceição. “Eles é que não fazem as coisas como deve ser e depois a culpa é das cegonhas.”

NINHOS COM ALTERNATIVAS

As cegonhas têm sido alvo da atenção do ICN e de associações ambientalistas, como a Quercus, existindo mesmo um projecto em curso que se chama ‘Linhas Eléctricas e Aves’.

Samuel Infante, da Quercus, afirma que “nos últimos dois anos 1600 aves morreram electrocutadas, pelo que é de todo o interesse colocar os ninhos nos locais mais seguros”. Uma das soluções que tem sido preconizada, nomeadamente na zona de Alcácer do Sal, é a criação de postes falsos, onde as cegonhas possam construir os seus ninhos.

Há por exemplo operadores de redes móveis que constroem plataformas nas antenas, para que os ninhos não perturbem depois as emissões.

NÚMERO DE CEGONHAS EM PORTUGAL

- 15 368 aves recenseadas.

- 7684 ninhos de casais ‘estabelecidos’ no País.

- 1000 colónias, no mínimo, embora se julgue haver mais.

- 147 casais residentes em todo o distrito de Aveiro.

- 99 casais de cegonhas que fazem ninho no Baixo Vouga Lagunar.

- 11 casais recenseados na Murtosa.

*último Censo em 2004

Fonte da notícia: Correio da Manhã
















































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link do postPor *, às 23:10 

De siri a 22 de Março de 2006 às 13:03
A cegonha, um autêntico marco das nossas planicies, montes, aldeias, igrejas... bem, em qq sitio que seja alto! (^^,)

Vizinhos desses, não me importava eu ter!
Não será de estranhar o carinho que qq população nutre por estas aves.

 
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