9.4.08

/ Lido no BlogVetCondeixa

 

 

Este pequenino segue a ideia de que mais vale vacinar do que remediar :)

Download tosse do canil audio.wav


Com a onda de frio que ocorreu nas últimas semanas alguns cães começaram a ter intensos ataques de tosse e por vezes a vomitar. A queixa dos donos quase invariavelmente não é da tosse, mas sim do vómito, ou têm a impressão de que o cão ficou com um osso de frango preso na garganta (apesar de eu ter dito para nunca dar ossos).
Nestes dias está a decorrer um surto de tosse do canil na zona de Coimbra. A tosse do Canil é uma traqueobronquite infecciosa, ou seja, uma inflamação da traqueia e dos brônquios causada por variados agentes infecciosos, nomeadamente diversos vírus como o vírus da parainfluenza, o reovirus e o adenovírus tipo 2 e a bactéria Bordetella bronchiseptica. Existem alguns estudos que indicam que esta bactéria pode causar doença nas pessoas imunodeprimidas e crianças, por isso não é aconselhável a essas pessoas estarem em contacto com cães que tenham sintomas de tosse do canil.
A tosse do canil é uma doença altamente contagiosa entre os cães e que como o nome indica ocorre muitas vezes em ambientes fechados onde haja uma grande concentração de canídeos, daí a origem do seu nome (Tosse do Canil). A doença encontra-se espalhada em quase todo o mundo e afecta muitos cães ao longo da sua vida.
A Tosse do Canil pode aparecer em qualquer época do ano, mas há uma maior predisposição nos meses frios devido à baixa temperatura.
Alguns factores ambientais podem afectar as vias respiratórias e por isso fragilizar os cães à Tosse do Canil, como os produtos de limpeza à base de formol, poeiras, alterações bruscas da temperatura e alergia a ácaros ou ao pólen.
O tempo de incubação da doença causada pela bactéria Bordetella bronchiseptica varia entre 3 a 4 dias após a exposição ao agente, e se não houver infecções secundárias que compliquem a doença ela dura cerca de 10 dias. No entanto quando a bactéria e o vírus da parainfluenza se encontram juntos a doença dura cerca de 14 a 20 dias. Contudo, após o animal ficar clinicamente curado ele vai eliminando a bactéria por 6 a 10 semanas.
O sintoma mais comum é uma tosse seca por vezes seguido de um vómito incompleto em que o animal parece engasgado. Uma descarga nasal aquosa também pode aparecer. Nos casos menos graves os cães continuam a comer e mantêm-se alertas e activos. Nas muitas situações há história de recentes viagens ou de terem estado em contacto com outros cães. Tenho um cliente cujos cães fugiram atrás de uma cadela que andava no cio e 3 dias depois estavam todos a vomitar (foi como ele me disse ao telefone quando solicitou um domicílio), e tinham todos Tosse do Canil. Aí está um caso em que há vantagem óbvia na castração dos animais!
Nos casos mais graves os sintomas podem progredir para letargia, febre, falta de apetite, pneumonia e em último caso, pode
+6conduzir à morte. A maioria dos casos graves ocorre em cachorros não vacinados ou animais debilitados por doenças ou idade avançada.
O diagnóstico usualmente baseia-se nos sintomas e na história de terem estado recentemente exposto a outros cães.
O tratamento normalmente consiste na administração de antibióticos para a prevenção de infecções secundárias e nos casos em que a tosse é muito intensa, na administração de antitússicos e de broncodilatadores
A melhor prevenção baseia-se na não exposição do seu cão a outros cães, principalmente se for um cachorro. Não sendo evitável a segunda melhor opção é ter o animal correctamente vacinado. Apesar de a vacina não proteger o animal totalmente de apanhar a doença, se ele a contrair fica muito menos afectado. É muito importante fazer o programa completo de vacinação dos cachorros a partir das 8 semanas de idade e de fazer o reforço anual ou mesmo semestral nos animais adultos nas situações de epidemia. Também por motivos de segurança deve vacinar o seu cão contra esta doença sempre que vá para um canil ou se vai estar em contacto com outros animais, no mínimo 7 dias antes. Mas muito importante também é dar uma boa alimentação ao seu animal, bem como mantê-lo desparasitado porque só assim o seu sistema imunitário estará preparado para enfrentar as doenças. Não há nenhum benefício em vacinar um animal debilitado porque o organismo será incapaz de produzir os anticorpos contra as doenças que a vacina tinha por função induzir.
Além disso convêm não sujeitar o cão a variações bruscas de temperatura no inverno e em determinadas raças não expô-las a temperaturas muito baixas. Igualmente não banhar o cão com frequência no inverno porque para além de lhe retirar a camada de gordura protectora, pode provocar um arrefecimento brusco de temperatura no seu corpo, por isso mesmo nos poucos banhos invernais, convêm ser muito bem seco e, se necessário deixá-lo envolto numa manta.
É caso para dizer que a Tosse do Canil não mata mas mói e mais vale vacinar do que remediar.

Salvador St.Aubyn Mascarenhas
Médico Veterinário
www.vetcondeixa.pt
Pelos Animais
link do postPor *, às 16:55 

2.4.08

/ lido no blog VetCondeixa

 

 



O Paracetamol é um fármaco com propriedades analgésicas muito utilizado em medicina humana que tem vários nomes comerciais como o Ben-U-Ron, Panasorbe, Panadol, Tylenol ou Dafalgan, mas que não deve ser administrado aos gatos em nenhuma situação.
A ingestão de 50 a 60 mg de paracetamol por kg num gato pode ser fatal. Um gato pesa em média 4kg e por isso se um comprimido de Ben-U-Ron, Panasorbe, Panadol ou Tylenol têm 500mg, basta então meio comprimido para matar um gato adulto ou um quarto para um gatinho; é só fazer as contas.
A intoxicação por paracetamol nos gatos geralmente ocorre quando os donos bem-intencionados e que desconhecem a grande toxicidade do paracetamol nos felinos, o administram ao seu tigre de ter por casa por diversas razões. Por exemplo quando o seu gato parece-lhe febril ou mais quieto ou mesmo sem apetite. Lembro-me de um caso em que um gatinho terá caído de um andar e o dono aflito ao acudi-lo, mesmo sem observar nenhuma lesão, terá administrado um quarto de Ben-U-Ron ao gatinho de modo a tirar-lhe as possíveis dores resultantes da queda. Após algumas horas ele começou a ver o seu gatinho a não comer, a vomitar e a salivar muito intensamente, o que o levou a deslocar-se à nossa consulta. Ao observarmos o jovem felino vimos um quadro de grande abatimento, respiração rápida e gato babava-se profusamente e quando vi que tanto as mucosas oculares, como as gengivas e a língua tinham um tom castanho escuro suspeitei de intoxicação por paracetamol . Fiz então mais algumas perguntas e o dono contou-me que tinha dado paracetamol ao gato. Imediatamente colocamos um catéter na veia do braço ( pata anterior) do gato para administrar-lhe fluidos (“pô-lo à soro”) que ajudassem a diluir o tóxico e eliminá-lo através da urina bem como para termos uma via aberta para a administração do antídoto do paracetamol: a acetilcisteína, que é administrada a cada 4 a 6 horas durante 2 a 3 dias. Pode ser dado por via oral, mas é tremendamente complicado e ainda mais quando o gato está a babar-se profusamente e com dificuldades respiratórias. Quem tem gatos sabe como é difícil por vezes dar-lhes medicamentos pela boca, e ainda mais se forem amargos, que é o caso. No momento que colocamos o cateter vimos um sangue com uma cor anormalmente castanha escura, que é resultante da reacção do paracetamol nos glóbulos vermelhos (metemoglobinémia) e que impedia que estes transportassem o oxigénio dos pulmões ( por isso a dificuldade respiratória) para os tecidos podendo causar a morte por asfixia ( que é a morte mais provável quando não há tratamento). Pusemos também uma máscara de oxigénio para ajudá-lo a respirar. Este gatinho recuperou completamente. Por vezes é preciso uma transfusão de sangue. Normalmente se houver uma resposta positiva ao tratamento o animal fica bem em 48 horas, sem sequelas no futuro. O que nem sempre acontece porque quando nos chegam à clínica já decorreram muitas horas e por vezes dias da intoxicação e o gato que conseguiu resistir à asfixia apresenta nessa altura uma tremenda anemia por causa da destruição dos glóbulos vermelhos e icterícia (com as mucosas e a pele amarelas) por causa da lesão do fígado, lesão irreversível desse órgão essencial à vida, que contribui também para o aparecimento de edemas na face e nas patas ( o animal apresenta um aspecto grotesco devido à cara inflamada e as patas inchadas) que é resultante da retenção de líquidos por causa da diminuição das proteínas no sangue que são produzidas no fígado, que são as albuminas. E infelizmente, já nesse estado, é muito complicado reverter o quadro, resultando na morte do animal por falência hepática.
A título de curiosidade: O paracetamol também é letal nas cobras tendo sido usado na ilha de Guam para matar a cobra arbórea marron que tinha sido introduzida acidentalmente na ilha pelos marines americanos durante a segunda guerra mundial.

Por isso nunca é demais dizer, nunca dar paracetamol aos gatos!
Aos cães o efeito não é tão dramático ao nível dos glóbulos vermelhos, mas poderá causar graves lesões hepáticas irreversíveis, por isso não o aconselho também aos cães.
Não custa nada telefonar ao vosso veterinário assistente antes de administrarem qualquer fármaco e pedir um conselho. O vosso animal de estimação agradece.
E não se esqueçam, paracetamol aos gatos, jamais!




Pelos Animais
link do postPor *, às 10:38 

2.2.08

Olá a todos.

Aproveitamos para deixar o convite para visitarem o http://internal.bio3.pt/atlas/, onde podem aceder à única base de dados para Portugal sobre Fauna e Flora actualizada regularmente disponível ao público.

Cumprimentos.
Equipa da Bio3 - www.bio3.pt

link do postPor *, às 19:49 

12.4.07

Algumas plantas podem constituir uma verdadeira ameaça para os gatos, pois algumas são venenosas. Eis a lista das mais comuns:

 

  • Lírios (todos os tipos)
  • Azáleas
  • Narcisos
  • Folhas e pedúnculos de plantas de tomate
  • Dedaleira
  • Hortênsias
  • Filodendros
  • Visco-branco e Poinsettia

 

 

link do postPor *, às 20:31 


 
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